segunda-feira, 13 de abril de 2015

O GRÊMIO GANHOU, QUE PENA !

Minha indignação  excedeu e me impulsionou a postar hoje no facebook o artigo abaixo. Abraços. 

Cacaio Azambuja 
Conselheiro Jubilado do GFPA

(Uma opinião sobre as ocorrências circenses da última quarta-feira, pertinentes a jogo do campeonato gaúcho de futebol, e seus delirantes desdobramentos.)

Particularmente, entre tantas manifestações, chamou-me a atenção a virulência com que setores da imprensa, perfeitamente identificados quanto aos seus interesses e preferências ( sem necessidade de enunciação nominativa), censuraram o pronunciamento do dr. Romildo Bolzan, quando emitiu crítica e anunciou reservas quanto ao papel e posições públicas do ilustre presidente da FGF em acontecimentos envolvendo o clube por ele liderado.

Registre-se que, pela primeira vez, ouviu-se do referido mandatário, algo do gênero. Importa , também, relevar que, há muitos anos, seus sucessivos e inoperantes antecessores   não adotavam atitude como essa, inobstante sofrerem os mesmos desconfortos e constrangimentos.

Em primeiro lugar, independentemente das razões  por ele empolgadas e de sua correção ou coincidência com as verdades que lhe serviram de lastro, é preciso atentar que Romildo Bolzan é presidente do Grêmio não da Associação Pe. Cacique, do Clube  Jangadeiros,  da Pia Instituição Chaves Barcelos,  de organizações não governamentais e, muito menos,  de veículos de comunicação, quiçá da comunidade  de seus  diletos empregados. 

Portanto, manifesta-se pela entidade que comanda e está autorizado a emitir em nome desta o que o mundo  gremista pensa sobre os fatos de suporte que lhe são prejudiciais. Foi eleito para isso. 

Seu dever é manejar todos os instrumentos de defesa dos interesses da associação, pena de violar o seu compromisso de fé , quando de sua posse no cargo. 

A ninguém mais cabe avaliar da conveniência ou não de suas palavras, perante a história, a humanidade em geral, ao Tratado de Varsóvia, à Declaração dos Direitos Humanos ou a imprensa local , viciada na  dormência do stato quo desportivo gaudério, há muito  reinante em nossa terra ( quando não alienado, escapista).

Certo ou errado, Romildo cumpriu o seu dever. 
Afastou os eufemismos e alegorias, tão em prática pelos seus iguais. 
A realidade dispensa metáforas.

Finalmente, no Grêmio, um presidente diferente. Um supreendente presidente diferente.

Depois, quanto a alguns dos fatos que produziram, talvez, seu inusitado pronunciamento  e as opiniões a respeito deles, que geraram os protestos da referida parcela da mídia, certamente encontram-se alguns realmente surpreendentes , entre eles aqueles tratados como normalidades pelos focas  enfurecidos, a serem digeridas bovinamente por incautos desportistas.

Consabidamente , em raras partidas de futebol profissional, das milhares realizadas quotidianamente no mundo inteiro, apitam-se dois  penaltys a favor de um só dos contendores, num mesmo jogo.  Mais raro ainda ,  dois penaltys no último quarto do tempo de jogo. 
Jogo em que o prejudicado, até então, vencia por dois a zero, com os  onze atletas regulares. 
Exótico,  ainda, é, além  das duas penas, nesse exíguo e desesperado tempo,  desfalcar-se, por expulsão,   um desses atletas da vítima.

E para completar o quadro de excentricidades, constatar-se que o favorecido, nos últimos dez jogos, teve oito  dessas penalidades concedidas a seu favor. 
E que, por isso, e só por isso, liderava o certame até o desastre iminente.

Contem essa história para um esquimó, e gravem as suas impressões, super sinceras. 
Ela geraria desconfiança e suspeição – apenas isso – até acima da Groenlândia.

Independentemente da idoneidade e da honestidade   de quem é o responsável pela competição onde tais singularidades  surgiram - o que não se duvida - como encarar essa sucessão de fatos  com espírito olímpico e com a fé dos apóstolos,  escondendo-se num  fair-play  desprezível , vergonhoso, sem ao menos registrar que tudo isso é, no mínimo anormal, e, por isso,  digno de  investigação ou explicação ? 

Um disco voador passou  esses dias pelo Beira-Rio e ninguém iria ou deveria fazer nada ?
E imputar a quem tais fenômenos? 
Ao Papa, ao Michel Teló ?
O fato  principal não é se foi penalty ou não, a mão na bola ou a bola da mão e as regras a respeito, redigidas  em inglês,  espanhol ou Esperanto. 
Essas, dissecadas, decompostas e esmiuçadas extensiva e repetitivamente pelos departamentos de sábios das respectivas emissoras. 

Isso é o que forçadamente, a imprensa comprometida vem fazendo para desviar da questão principal: esse Mundo de Alice, do Mágico de Oz, que inundou as nossas telas na noite de quarta-feira é o real ou estamos todos loucos ?

Se for, acho bom o Grêmio contratar o Darth Vader (!) para representá-lo ou acompanhá-lo na final. 

Precisará da “Força”.
Se chegar até lá.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

ESPECULAÇÃO OU NOTÍCIA ?

Em 27 de Agôsto recente passado noticiamos que Romildo Bolzan seria o cabeça da chapa de situação nas eleições que se avizinham; mais, dissemos que Koff viria como Vice-presidente.
De resto, estava tudo por confirmar, mas a notícia principal era essa.

Ainda, na mesma matéria, aí sim especulava-se outros nomes que poderiam repetir o mandato.

Com o andar da carreta as coisas foram ficando mais claras e, hoje já se pode dizer quem não fica...

Com calma e com jeito, Romildo vai mostrando seu estilo de gestão, criando um clima de boas expectativas para o futuro próximo do Grêmio.

Com o aval de Koff vai selecionando os membros do CA conforme aptidões funcionais além de políticas.

Dessa forma cresce a possibilidade de aparecer um dos nomes sugeridos pelo Patrono Hélio Dourado... 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

CRONICA DE UM RACISMO

Por Antonio Carlos de Azambuja
    Conselheiro Jubilado do GFPA

Vou meter o bedelho nessa ronha.
Minha irmã, Ana Maria, mora no Rio há muitos anos. 
Volta e meia vai ao exterior, a trabalho, lida com Agência de Turismo. 
É gremista roxa. 
Diz que, agora, só pode usar a camisa do Grêmio em Nova York ou na Costa Rica. 
Tem medo de fazê-lo no Rio. 
Atualmente, sequer de falar. 
Ainda hoje, tem sotaque . 
Fala “tu”. 
Quem fala “tu” em Copacabana corre risco de vida. 
Esses dias, precisando urgente de um banheiro, só o encontrou público. 
Na saída tinha um grupinho, com cartazes - foram rápidos, estão vigilantes – dizendo: 
“Aranha , Já !” e “Mandela neles !”, “Taca-lhe pau nessa portenha”, 
“Zumbi vive”, “Seleção da Ku-Klux-Kan, joga domingo no Maracanã”, (até rimou, vai dar samba o Exssssquenta)
Respingou até no Fluminense: é tricolor.  
Andam também com cartazes nas camisas “Daltônicos, não confundam , pelo amor de Deus ! .” 
A moda agora, é sunga preta em Ipanema e aquele anel que o Aranha estava usando na entrevista da Globo. 
Deram-lhe um nome, cariocas são formidáveis nisso : “Simbolo da Redenção dos Afrodescendentes”. Sigla SRA. 
Há movimentos para retirar o Beto – que pegou uma boca melhor que a Mega Sena nessa eleição - de vice da Marina, porque correu boato de um slogan de campanha dele: “de Passo Fundo para o Mundo.” (rimou de novo)
Falando sério.
Um festival da hipocrisia assola o país.
Três verdades nesta pantomina toda:

Primeiro - as ofensas do episódio da Arena, (eta estadiozinho azarado esse! Credo! Só bronca desde a inauguração) atingiu muito mais os brancos racistas do colorado, do que os amados pretos gremistas (frase de meu primo Gustavo).

Segundo - há dois clubes Grêmio atualmente em liça, no CD e na torcida: conselheiros conservadores (antigos) e inovadores (moços e recentes), e entre torcedores, tradicionais e revolucionários, fato determinante da falta de homogeneidade de conduta e identidade de propósitos na entidade, causa seguramente dos seus variados, sucessivos e repetitivos insucessos. 

Terceiro - este  vinha, há doze anos, perdendo dentro do campo, agora passou a perder também fora dele.(A propósito, eu queria saber quem foi o gênio que criou aquele espaço livre na arquibancada da tal de Arena, exatamente  na cozinha dos missionários goleiros adversários,  destinado a abrigar todas as raças, credos, tendências, inclinações, vícios, preconceitos, xenofobias, homofobias, misogenias, e o escambau – salve Helio Paz -  num mesmo lugar, deslocado, apertado e desconfortável. Pior: por cima disso, os seus pares , desde sempre, permitiram-lhe  o uso, quase exclusivo, de uma considerável porção de  ideólogos do nacional socialismo, fanáticos da NBA., isso tudo se refletindo criminosamente na participação incauta de desavisados, tal como uma menininha, que só fez coro aos seus companheiros vândalos e a líderes bandidos).

Tenho uma neta, nessa idade. Poderia ser ela.
Sacripantas.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

DOURADO PATRONO - GRÊMIO ACIMA DE TUDO

Conselho Deliberativo homologa maior homenagem do Grêmio ao homem que dedicou a vida ao Clube.


Palavras de Koff:

- "Pela mão do Hélio cheguei ao Grêmio e quase tudo que fui devo a ele, o PRESIDENTE DOS PRESIDENTES".

Imagens valem mais que mil palavras...

















segunda-feira, 1 de setembro de 2014

NOTA OFICIAL DO PRESIDENTE DO CD

Reprodução de mensagem eletrônica oficial do CD

NOTA DO CONSELHO DELIBERATIVO DO GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE

O Conselho Deliberativo vem a público manifestar seu irrestrito apoio às medidas que vem sendo tomadas pelo Conselho de Administração diante dos recentes e lamentáveis episódios envolvendo  pessoas ou grupos que teriam promovido atos que escancarariam preconceito e revelariam odiosa discriminação racial. Por certo, não representam o pensamento e a tradição da imensa legião de torcedores do Clube.
Este Conselho está atento aos fatos recentes e já determinou a instauração do processo administrativo contra a associada identificada nos atos de injúria racial promovidos no dia 28 de agosto, assegurando à processada, na forma do Estatuto do clube (art. 42, parágrafo 1º) e do Código de Ética (art. 28), o amplo direito de defesa e do contraditório em processo conduzido pelo Presidente da Comissão de Ética, o Desembargador Honório Gonçalves da Silva Neto. 
Esclarece ainda, diante da enorme e compreensível repercussão nos meios de comunicação, que essa Presidência não detém Poder de Polícia para identificar eventuais conselheiros que possam estar envolvidos nos últimos incidentes. Assegura, todavia, que qualquer representação ou denúncia encaminhada a esse Conselho, que aponte para o cometimento de falta grave ou prejudicial aos interesses do Grêmio de qualquer conselheiro, o mesmo procedimento ético será instaurado, observando-se os trâmites legais.

Porto Alegre, 01 de setembro de 2014.

Milton M. Camargo
Presidente do Conselho Deliberativo
Grêmio FBPA

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

FONTES


Agrademos vossa referência de credibilidade publicada em seu blog; porém temos que analisar os interesses de nossas fontes...

Estamos convictos de que a fonte do ilustre jornalista tem MUITO interesse na versão que lhe forneceu.


Quanto à questão do Vice de Futebol, esclarecemos que a alteração estatutária aprovada na última reunião do CD - "nomeação de um Vice-Presidente de Futebol pelo Presidente do CA" - que seria o sétimo vice, só estará vigente a partir das eleições de 2016.
Logo, se houver um Vice de Futebol na próxima gestão, deverá ser um dos seis eleitos.
Caso confirme-se a versão do jornalista, o Vice de Futebol não poderá ser divulgado antes das eleições, pois a chapa correrá o risco de não passar nem no primeiro turno.

 

Koff e Romildo. Ou invertido?

Postado por Hiltor Mombach em 29 de agosto de 2014 - Esportes

O Grêmio Monumental trouxe em seu site que Romildo Bolzan Jr. estava definido como o candidato da Situação.
E que Koff seria o vice. Fui ouvir Romildo e este não confimou.
Mensagem de Flávio Jacobus:
“Confirmamos o que publicamos. Não é especulação, é notícia.”
Jacobus sabe das coisas, é bem informado.
Mas o amigo vai permitir que eu continue achando que será invertido, Koff irá na cabeça e Romildo na vice.
Certamente temos fontes diferentes.
De qualquer forma, a dobradinha é a mesma.
Quem como vice-de-futebol?


RACISMO

Matéria postada neste blog em 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Quem é Racista?





Foto: Jornal Pioneiro - Novembro de 2009

                               TRIBUNA LIVRE

Roberto Siegmann é uma homem Cortês, conheço-o pessoalmente e só tenho elogios a tecer a este cidadão. Mas dentro de campo, o dirigente colocado está perdendo a compostura e falando mais do que deve, misturando a função de dirigente com a de torcedor.

Se Siegmann voltasse no tempo e consultasse historiadores em Porto Alegre talvez mudasse sua opinião em relação ao racismo. E mais, se observasse as arquibancadas do seu próprio estádio perceberia rapidamente o erro que está cometendo.

O primeiro negro a vestir a camisa colorada, conforme história oficial do Clube foi o jogador Dirceu Alves em 1928.

Pois bem. Havia um time formando-se na cidade constituído por negros e pobres que tentou inscrever-se na Liga de futebol no início do século. Mas havia um Clube participante que negou a sua inscrição barrando-o da Liga: O Sport Club Internacional.
O Clube em questão chamava-se Rio-Grandense e passou então, a viver as voltas com a chamada “Liga das Canelas Pretas”, uma espécie de segunda divisão do Município, mas que na verdade era a “sobra” da sociedade que amontoava-se para jogar futebol, já que os nobres não permitiam.
Chamar o Grêmio de racista é alimentar o preconceito em relação do Clube tricolor.
O autor do hino gremista chama-se Lupicínio Rodrigues, um negro. E além disso, seu pai foi um dos Rio-Grandinos, rejeitados pelo Inter devido a cor da sua pele.
O próprio Lupicínio escreveu um texto chamado “Porque sou gremista” onde conta a história e o preconceito do clube Colorado contra os negros.
A única estrela existente na bandeira tricolor é uma homenagem a Everaldo Marques da Silva, também um negro. Jogador gaúcho, campeão do Mundo com a seleção brasileira e morto em um trágico acidente.

Antes de Dirceu Alves vestir a camisa colorada em 1928 o Grêmio teve uma dezena de negros vestindo a camisa tricolor. Vou citar aqui apenas dois: Neco e Adão Lima. O Grêmio teve um time de juvenis na década de 20 que parecia a seleção do Zimbabue, onde constavam mais da metade de jogadores negros.

O primeiro negro a vestir a camisa gremista o fez, mais de uma década antes do primeiro negro colorado vesti-la.

O fato de imputar a Tesourinha como o primeiro negro a vestir a camisa gremista é uma das primeiras ações de marketing que se tem conhecimento no futebol gaúcho. Tesourinha era famoso, foi o melhor jogador do Brasil antes da Copa de 50 e tinha sido ídolo no Inter, mas estava em fim de carreira no Vasco da Gama.
Por outro lado, o Grêmio precisava acabar com o preconceito imposto pela mídia e Tesourinha era o nome perfeito. Colorado e jogador de sucesso. Além do mais havia um novo marco: A inauguração de uma nova era com o novo estádio, chamado de Olímpico.
Era uma ocasião propícia para encerrar esta celeuma.

Portanto, é preciso responsabilidade para chamar o mais numeroso clube deste Estado de racista, pois certamente, tem um contingente de negros (na época atual – Afro-Descendentes) bem maior que o Internacional.

Por falar em memória. Não foi o próprio Inter que fez uma enquete no ano passado para eleger um Macaco e enterrar o velho Saci ?

Fábio Mundstock

19 comentários:

  1. Perfeito Fábio. Nada é melhor que a verdade.
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  2. Mais um brilhante esclarecimento do Fábio.
    Sugiro que este dirigente colorado exija a denúncia dos torcedores do seu próprio time que há anos ostentam uma faixa nos jogos do Beira-Rio com os dizeres: Bem-Vindos ao Planeta dos Macacos!
    "Macaco" é tão somente um apelido dado aos torcedores colorados, sejam eles brancos, pretos, amarelos, morenos, ruivos ou loiros, ou seja, não tem qualquer conotação racista. É como chamar um torcedor do Palmeiras de "porco", ou a Ponte Preta de "macaca".
    O resto é só um motivo para querer aparecer na mídia, como fruto de atitudes destemperadas!
    Finalizando, me orgulho de torcer para o único Clube de Porto Alegre que tem as cores azul, branco e NEGRO!!!
    Saudações tricolores!!!
    Alexandre Soares Contessa
    Sócio Patrimonial
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  3. Parabens pelo belo texto FABIO, muito exclarecedor e com otimas referencias, para os leigos do beira rio.....

    É um assunto extremamente complexo esse de racismo, envolve toda sociedade, historia da humanidade, rivalidade...gays,lesbicas,pobres, deficientes...etc..

    Nem saberia avaliar se chamar os torcedores do rival dentro do estadio, nesse ambiente, de macacos é racismo....eles mesmo se chamam assim, acho que isso é mais provocação e brincadeira do que crime....e na torcida do GRÊMIO existe muitos negros....acho isso uma grande bobagem....

    Lembro quando eu frequentava os GRENAIS onde era 60% torcida local e 40% visitante....era uma festa, muitas provocações, musicas, com certeza era muito melhor que hoje, que é praticamente torcida unica....claro tem que se levar em conta que não existia torcida PROFISSIONAL!!!!!.....o pessoal do interior frequentava mais o estadio, sem duvida uma grande festa...

    A Torcida do inter tem muitas musicas que fazem referencia ao Grêmio de forma pejorativa.....e acho isso normal, desde que seja feito dentro do ambiente do estadio.

    Esta na hora dos dirigentes do Grêmio responder ao Sigmann com inteligência.

    OBS: Fabio se possivel envie esse texto que voce escreveu ao nosso rival.
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  4. No Grenal chamar o inter e a torcida de macaco já é normal.
    O que não pode acontecer - E ACONTECEU DO MEU LADO - é a torcida gremista chamar o jogador negro de macaco.
    Eu vi e escutei vários SÓCIOS chamarem o Zé Roberto de macaco quando ele aquecia.
    Isso pode? Isso é normal?
    Claro que não.
    O Sigmann não pode generalizar chamando todos os gremistas de racistas, mas que os gritos pro Zé Roberto tiveram essa conotação por parte de meia dúzia de imbecís, isso teve.
    Não vamos tapar o sol com a peneira.
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  5. Da nojo quando veja que nossa impresa da guarida a manifestação da torcida imitando macaco. Isto é apenas uma forma de se dirigir a torcida e nunca, jamais a alguem individualmente.
    Endosso as palavras do Alexandre que explicou o que significa macaco na torcida em campo de futebol.
    No mais continuamos ORANDO.
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  6. Boa resposta. Seria bom o Odone ler para aprimorar seu dircuso e saber defender os gremistas.
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  7. Esse texto do Lupicínio, citado no post do blog, é de longe o melhor artigo pra essa discussão sobre o racismo no futebol gaúcho.

    "Racismo" esse que é aliementado exclusivamente pelas ações de marketing das direções e pelos torcedores do Inter, como por exemplo a mentira sobre "O Clube do Povo". O apelido "macaco" entra na discussão porque convém aos dirigentes e torcedores colorados pintar a imagem do Grêmio como clube racista. Os protestos de torcedores do inter, assim como as reclamações da direção colorada são sempre voltados para o objetivo de ligar o racismo à torcida do Grêmio, nunca para combater o problema. Isso tudo me poupa de citar expressões usadas pelos colorados como "Gremista negão só pode ser pu*ão", que ao meu ver, não é muito diferente de uma tentativa segregação.

    Mas infelizmente, não basta o fato de inúmeros negros frequentarem as torcidas gremistas, torcidas essas que exaltam sua idolatria por ídolos igualmente negros e apreciam o gremismo do Gilberto Gil simplesmente por sua explicação, a imprensa vai sempre achar melhor inventar e aumentar acontecimentos como esses.
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  8. Fábio,mais uma vez nos emprestaste um pouco de sua inteligência e competência, parabéns meu amigo.
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  9. Marcelo Barcellosquarta-feira, 18 maio, 2011
    Prezado amigo Fabio,
    Parabéns pelo post, acho que deverias encaminhá-lo para o Presidente do Grêmio e para o departamento jurídico, salvo melhor juízo, é uma peça excelente para defesa na justiça desportiva da Federação, ou ainda, na defesa da imagem do nosso Grêmio diante da opinião pública.
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  10. Sr. Fábio Mundstock para que teu texto tivesse um pouco mais de credibilidade seria interessante colocar a fonte destas tuas afirmações históricas. Realmente não conheço a história de formação dos clubes gaúchos, mas é estranho que há tantos anos esse papo de racismo venha sempre relacionado a torcida gremista. Concordo que está mais do que na hora da direção gremista fazer algo para acabar com este "mito".
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  11. Sr. Fábio Mundstock parece que o mesmo talento para escrever não se reflete no momento de interpretar. Roberto Siegmann jamais chamou o Grêmio de clube racista. Roberto Siegmann sempre cobrou alguma atitude das autoridades em relação a atos racistas vindos de uma pequena parcela de torcedores gremistas contra um jogador negro que foi chamado de macaco. E agora pergunto: Porque não chamaram o Falcão, o Oscar ou qualquer outro jogador do Inter de macaco, apenas Zé Roberto, uma vez que todos representam o Internacional, que tem um macaco como mascote?
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GM comenta: Não se pode atribuir à instituição responsabilidade por atos cometidos por uma insignificante minoria de imbecis. Inclusive, não podemos afastar a possibilidade de INFILTRADOS de outras cores querendo prejudicar nosso tricolor.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ROMILDO NA CABEÇA

Romildo Bolzan Jr. está definido como o candidato da situação à sucessão de Koff.

O maior trunfo da chapa será a presença do próprio Koff como vice-presidente, provavelmente para atender ao acordo de cavalheiros feito com Felipão de que permaneceria na próxima gestão em caso de manutenção do mandato.

Dessa forma atende-se à gregos e troianos; aqueles querendo novas lideranças no Clube e esses pleiteando pela experiência e carisma político da velha raposa.

Nomes como o de Carlos Herrmann  que no episódio eleitoral próximo passado de renovação do CD esteve na oposição, volta com seu grupo (Grêmio Imortal) a se somar nessa campanha e deverá manter-se. Da mesma forma Renato Moreira - a não ser que seus grupos indiquem outros nomes...

Ainda, cogita-se a permanência de Adalberto Preis, que seria o encarregado das negociações em curso com a OAS; porém é dúvida, devido ao altíssimo grau de rejeição ao seu nome no CD, o que poderia acarretar risco no primeiro turno...

As duas vagas restantes no CA serão ocupadas respectivamente por indicação de um novo grupo de apoio à campanha e outra ainda em fase de negociação com os grupos atuais.

Fala-se de que o ex-presidente Hélio Dourado - provável futuro Patrono do Grêmio - teria indicado dois nomes de sua confiança mas têm grande rejeição pelo comitê organizador da chapa.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

NOVO PATRONO DO GRÊMIO




Está agendada nova reunião do Conselho Deliberativo para dia 2 de Setembro próximo com a pauta de referendar indicação já há muito merecida do ex-presidente Hélio Dourado ao cargo honorífico de PATRONO DO GRÊMIO.

Há mais de cinco anos já se debate nos bastidores do CD sobre essa designação.

Infelizmente, por razões políticas e outras inconfessáveis, esse que é uma lenda viva do Clube, vinha tendo postergada essa indicação.

A maior das justificativas - no grupo das inconfessáveis - era a de que ele se opunha rigorosamente ao negócio ARENA...

Agora, já consagrada sua tese de que o negócio era muito ruim e que quase leva o Grêmio a ruína, após ter-se corrido o risco de não prestar-lhe essa justíssima homenagem em vida, finalmente aos oitenta e quatro anos deverá receber dos verdadeiros gremistas o galardão. 

O homem que dedicou como ninguém sua existência ao Clube do coração, que presidiu o  Grêmio por seis mandatos consecutivos, que tornou o Olímpico em Monumental, que levantou o primeiro título brasileiro, encaminhando o Grêmio às grandes conquistas no plano mundial, que trouxe para o Clube Fábio Koff em 1976, precisará de um quorum de 3/5 do TOTAL DO CD - não dos presentes (!...), para ter homologado esse título.

Esperamos que todos os conselheiros não se deixem levar por sentimentos menores e se façam presentes a essa histórica Reunião.

domingo, 17 de agosto de 2014

NADA MUDOU AINDA...

por Flavio Jacobus - Conselheiro do GFPAA matéria abaixo foi publicada em 04/Nov/2013 segunda-feira, 4 de novembro de 2013


CONSELHO DELIBERATIVO

Pois não é de hoje que se ouvem críticas reiteradas ao Conselho Deliberativo do Grêmio.

Lembremos que há muito tempo atrás, se dizia que seus membros pertenciam a feudos; era o grupo do ex-presidente fulano, beltrano e ciclano...

Mais, se dizia também, com propriedade, de que as reuniões do Conselho eram feitas apenas para ratificar as decisões já tomadas pelos "Cardeais"...

Aí, justamente, iniciaram-se há alguns anos os Movimentos reivindicando maior democratização nas decisões desse Órgão através da pluralização na composição de seus membros.

Está na memória de todos os gremistas que acompanham a política do Clube, de que uma das maiores críticas era a omissão dos Conselheiros, seja no quesito presença física, seja na participação efetiva nas reuniões.
Não foram poucas as vezes em que a imprensa divulgou o baixo quorum às reuniões do CD.

Várias proposições de alterações estatutárias foram encaminhadas, algumas aceitas e implementadas. 
Dentre essas, as mais importantes:

a) Redução da Cláusula de Barreiras
b) Criação do voto do associado via correspondência
c) Implementação do direito de voto do suplente na ausência do titular

Vários grupos políticos surgiram então, proliferando propostas de maior renovação, participação e compromisso dos Conselheiros.

A cada eleição cresciam as críticas de parte a parte entre os Grupos, acusando-se mutuamente de omissos.

O que se constatou a partir daí: Desde 2007, passando por 2010 e chegando a 2013, a cada renovação do CD, dezenas, quando não centenas de novos nomes passaram a compor o Plenário representativo dos gremistas.

E que resultado observamos nesse período?

Em Dezembro de 2008, já arejado, os novos cristãos aprovaram quase por unanimidade - com apenas um voto contrário - o malfadado Contrato com a OAS. 

Levados pelo canto das sereias, pensaram estar aprovando o maior negócio da história do Grêmio. Iríamos trocar pura e simplesmente um "velho estádio em ruínas(...)" por uma das mais majestosas Arenas já vistas no mundo...

Bem, de lá para cá todo mundo já conhece as consequências desse negócio:
O Grêmio, tendo abdicado de muitas de suas receitas, hoje enfrenta o maior déficit de sua história.

Não se trata de chorar sobre o leite derramado, nem de querer achar culpados.

Simplesmente, precisamos olhar para trás identificando os erros para não voltar a comete-los...

Hoje o CD está arejado como nunca; e o que mudou?

Aqueles que rugiam nas campanhas eleitorais apontando o dedo aos Conselheiros Omissos, são os que agora chegam às reuniões do CD e, após iniciados os trabalhos, vão saindo do plenário silenciosamente, um a um, até que ao final da reunião, haja menos da metade dos que assinaram a lista de presença... 

As perguntas que não querem calar são:

 - Por que esses lutam tanto para estar em boas posições nas chapas? 
 - Será que não podem dedicar pelo menos uma noite por mês - se muito - ao    seu Clube do coração?
 - Será que querem apenas o Status de Conselheiros?
 - Ou existem outros interesses?...

ARENA - CUSTOS E NEGOCIAÇÕES - II

Plano de Negócios da Arena

                   Importante destacar que, no universo do investimento da OAS, nas duas áreas em questão, o negócio Arena passou a ser um mero percentual no total do valor envolvido. Ora, tomados o montante total da construção do estádio, algo em torno de R$ 500 milhões, frente ao volume final, o prédio Arena significa cerca de 20% ou menos. Se analisarmos somente do ponto de vista do financiamento, sem levar em conta o capital próprio investido, que não se tem notícia, o percentual cai para 10%.

                   O Plano de negócios da Arena já estabeleceu no seu nascedouro a situação financeira do Grêmio. Embora o documento produzido em 2008 pela Construtora OAS, em conjunto com o Banco Santander, não tenha detalhado pontualmente como ficaria o clube envolvido no contrato, mesmo assim pode-se extrair elementos suficientes para afirmar que as finanças do Grêmio estavam fadadas à efetiva insolvência.

                   Na própria apresentação do plano de negócios, há um item que expressa com precisão o que está ocorrendo hoje e as incertezas de um negócio cujo formato jamais houve em outro local. Diz a frase:

“Embora acredite-se que as premissas e expectativas utilizadas neste Plano de Negócios sejam razoáveis e baseadas em dados atualmente disponíveis, não há garantia de resultados ou acontecimentos futuros.

                   Adiante arremata a introdução:

“Advertimos os investidores de que as referidas premissas e expectativas estão e estarão, conforme o caso, sujeitas a riscos, incertezas e outros fatores relativos às operações e aos ambientes de negócios do Projeto, em virtude dos quais os resultados reais podem diferir de maneira relevante de resultados futuros expressos ou implícitos nas declarações e informações prospectivas constantes do presente material.

                   As projeções de receitas originadas da bilheteria e da locação de espaços da Arena, formaram as bases de sustentação do negócio que envolveu o Grêmio. Neste sentido, sem levar em conta o verdadeiro trunfo financeiro do empreendedor que são as áreas do Olímpico e o entorno da Arena, para a construção de unidades residenciais e comerciais, como efetivamente está ocorrendo no Humaitá.
                   Receitas Projetadas

                   Desde o início, as projeções indicaram receitas decorrentes da ocupação dos espaços na Arena, seja para locação diversa, ou seja para assistir aos espetáculos produzidos no estádio, em valores acima de qualquer expectativa mais otimista. Senão vejamos abaixo, os valores históricos de 2008, e os valores devidamente corrigidos para março de 2013.

Espaço

Projetado
2008
Atualizado
Fev/2013 IGPM
Camarotes

21 MM/ano
26 MM/ano
Cadeira Poente Nascente

13 MM/ano
16 MM/ano
Superior Poente e Nascente

7 MM/ano
8,7 MM/ano
Inferior Poente e Nascente

8,5 MM/ano
10,5 MM/ano
Superior Norte e Sul

5 MM/ano
6,2 MM/ano
Inferior Norte e Sul

6 MM/ano
7,4 MM/ano
Quiosques, lojas, restaurantes, etc

4,1 MM/ano
5,1 MM/ano
Locação espaços

2,5 MM/ano
3 MM/ano
Estacionamento

2 MM/ano
2,5 MM/ano
Tour Arena

75 M/ano
90 M/ano
Markting e Publicidade
NamingRigths
7,MM/ano
9,6 MM/ano

Total Projetado de Receitas
76.8 MM/ano
95,9 MM/ano

Condição para esta receita: Participar dos principais campeonatos todos os anos: Campeonato Estadual, Campeonato Brasileiro, Sul-Americana e Libertadores.



Projeções

Valor médio anual para o Grêmio – 32 mm/ano – corrigindo para 2013 – R$ 39,9 mm/ano

Patrimônio da Arena – R$ 300 mm – 2008

Média de público – 28.000 pagantes

MM - milhões

CUSTOS DA ARENA

Custos
Valor 2008
Valor 2013

Eventos Esportivos

7 MM/ano
8,7 MM/ano

Manutençao e Patrimônio

4,9 MM/ano
6,1 MM/ano
Impostos Lucro Real
PIS, COFINS, ISS, IR, CSSL

15 MM/ano
18,7 MM/ano
TOTAL

26,9 MM/ano
33,5 MM/ano

Relação Receitas e Despesas da Arena em 2013, baseado nos dados produzidos em 2008 do Plano de Negócios da OAS. Projeções futuras.


2008/2013
%
atualizado2013
%
Receita Bruta

78.022

97.417

Receita Líquida

70.278
90,1
87.710

Despesas Operacionais

(14.061)

17.556

EBITDA*

42.156
60,0
52.635

EBIT**

31.330
44,6
39.118

Lucro antes do Fee variável do Grêmio

24.187
34,4
30.199

Lucro antes de IR e CS

12.262
17,4
15.310

Lucro Líquido

8.117
11,6
10.134

Necessidade capital giro

?
?
?






Percentual do Grêmio 65%
?
?
?’
?








*EBITDA
Importante essa passagem. O Plano de Negócios utiliza o EBITDA para aferir quanto a empresa gera de recursos para suas atividades operacionais, sem levar em conta impostos e efeitos financeiros.

EBITDA é um indicador financeiro. Para calcular o EBITDA, é preciso somar do lucro operacional a depreciação e amortização inclusa nas despesas operacionais. Difere do EBIT, conhecido como o lucro na atividade, no que se refere à depreciação e amortização, pois o EBIT considera estes efeitos contábeis.
Vale lembrar que o EBITDA pode dar uma falsa idéia sobre a efetiva liquidez da empresa. O indicador não considera o montante de reinvestimento requerido (pela depreciação), fator especialmente crítico nas empresas que apresentam ativos operacionais de vida curta. Assim, o EBITDA deve ser utilizado combinado com outros indicadores de desempenho para fornecer uma visão mais apropriada da performance da empresa.
Em determinado cenário, uma empresa pode apresentar um EBITDA verdadeiramente “astronômico” e nem sequer ter dinheiro para pagar os salários (basta que tenha vendido a clientes que não pagam, ou que tenha efetuado avultados investimentos). Isto deve-se ao fato deste indicador analisar somente as contas de resultado, não se importando com a movimentação patrimonial.

Um investidor que se deixe “guiar” pelo EBITDA, será enganado pelas “manipulações contábeis” efetuadas nas contas patrimoniais.

**EBIT – Representa o resultado operacional da empresa, sem a inclusão de receitas e despesas financeiras. Equivalente ao chamado Lucro Operacional.

PROJEÇÃO DA PARCELA VARIÁVEL PERTENCENTE AO GRÊMIO EM MILHÕES – ValorHistórico e valor Corrigido

2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
11.924/
14.888
11.669/14.569
14.389/
17.965
16.588/
20.711
18.004/
22.479
20.209/
25.232
22.300/
27.843
32.658/
40.776

2021
2022
2023
2024
2025
2026
2027
2028
25.593/
31.955
25.569/31.925
25.677/
32.059
25.621/
31.990
25.549/
31.900
25.482/
31.816
25.417/
31.735
25.355/
31.657

2029
2030
2031
2032
25.295/
31.582
25.237/31.510
25.182/
31.441
15.893/
19.843

Portanto, mesmo que as projeções acima se concretizassem, o que não corresponde aos fatos atuais, a receita auferida pelo Grêmio não seria suficiente para o pagamento dos ingressos dos associados, hoje no valor de R$ 41 milhões anuais.

                   Resumindo:

                   1. O Município isentou o ITBI e ISS, cujo montante fica na casa dos R$ 13.000.000,00;

                   2. A isenção se estendeu também para IPTU, taxas e CIP – Iluminação Pública, num valor estimado de IPTU de R$ 5.000.000,00/ano, correspondendo a cerca de R$ 100 milhões no período de 20 anos. A área construída da Arena é de cerca de 180.000 m2. CIP e demais taxas devem ser calculadas;

                   3. O Estado por meio de lei estadual limitou a isenção a R$ 30.000.000,00. Então, somados os dois entes federados, temos cerca de R$ 45.000.000,00, ou mais, a ser considerado no somatório dos valores, sem contar ainda com o IPTU, todas as taxas municipais e o valor da contribuição de iluminação pública.

                   Feito um cálculo grosseiro, teríamos R$ 140.000.000,00 (Olímpico), R$ 45.000.000,00 (Tributos (-) IPTU, Taxas e CIP), que devem ser acrescidos da valorização dos índices construtivos do Humaitá, para abatimento no valor total da Arena. Ou seja, R$ 500 milhões, menos algo em torno de R$ 200 a 240 milhões, no mínimo.



                   Restariam em torno de R$ 260 a 300 milhões no máximo para serem pagos, onde R$ 210 milhões estão financiados pelo BNDES. A diferença deverá ser apurada em perícia técnica, eis que a marca Grêmio não está entrando no cômputo do valor. Em cálculo grosseiro esta seria a diferença existente no negócio tendo em vista todos os benefícios que a OAS já percebeu, mais o valor da Azenha.

                   O financiamento pode ser assumido, pois os valores de pagamento são compatíveis com a receita, conforme se verifica na simulação acima. De tudo isso, advém as seguintes:

                   Constatações:

                   O Grêmio firmou um aditivo com validade anual cuja finalidade é a locação do 4º anel, com pouco mais de 20 mil lugares para abrigar seu sócio. O valor a ser aportado dos cofres do clube anualmente chega a R$ 23 milhões.

                   Há, também, um aditivo da locação de cadeiras de campo e gold, pouco mais de 5.000 cadeiras a um custo de R$ 18.000.000,00. O somatório, então, monta R$ 41.000.000,00/ ano.

                   O financiamento de R$ 210 milhões obtidos junto ao BNDES, tendo o Banrisul de agente intermediário, prevê uma parcela no primeiro ano de R$ 44 milhões. No entanto, há três anos de carência, período adequado para reforço de caixa e preparação da Arena, como estádio do Grêmio, para viabilizar um faturamento maior no quadro social e todas as locações previstas.

                   São valores expressivos, mas para a manutenção do sócio entrando sem pagar aos jogos, o dispêndio deve ser obrigatório de R$ 41 milhões. A diferença, grosso modo, é de R$ 03 milhões ano.

                   Se a locação das cadeiras e do anel superior perfaz um total de R$ 41 milhões e a anuidade em sete anos fica, no primeiro ano, em R$ 44 milhões, a diferença é de R$ 03 milhões. Com a gestão da Arena, isso é perfeitamente possível.

                   No plano de negócios, a estimativa de receita anual da Arena é próxima de R$ 100 milhões, em valores atualizados. Somente o aditivo firmado pelo Grêmio no valor de R$ 41 milhões, já estaria garantindo mais de 40% da receita, sem qualquer recurso adicional de bilheteria.



                   O Grêmio poderá alcançar um faturamento no seu quadro social duas vezes maior se controlar as cadeiras de campo, se comercializar as gold e camarotes, espaços da multi utilidade, espetáculos diversos, estacionamento. Atualmente o quadro social atinge R$ 55.000.000,00.

                   Poderia se agregar as demais áreas, aumentando o faturamento para mais de R$ 100.000.000,00. Isso em seu quadro social, sem levar em conta ainda os espaços adicionais, desde o setor de alimentação até estacionamento.

                   O Grêmio teria muito mais recursos se fizesse a gestão do prédio, podendo locar todos os espaços disponíveis e faturar com a utilização da estrutura multiuso. E mais: o próprio nome do estádio poderá ser negociado por um valor significativo. Pelo contrato, este valor vai para a Arena Porto Alegrense.

                   A alegação dos céticos de que o Grêmio não teria como fazer o financiamento e que ninguém daria crédito ao clube, pode ser contestada. Se o negócio é tão bom para a OAS, os investidores e empreendedores, inclusive gremistas, poderiam investir no empreendimento.

                   Na modalidade deste financiamento, o resultado do investimento já é garantia do mesmo, através do exame do Plano de Negócios, que faz parte da avaliação da instituição financeira.
                  
                   São muitos argumentos que nos levam a iniciar um movimento pela redenção tricolor, ou seja, a compra dos direitos de superfície da Arena pelos gremistas. Não podemos conviver com esta relação inconcebível com uma empreiteira, atualmente dona do que deveria ser o nosso estádio, a nossa casa.

                   É preciso manter a soberania, a autonomia e independência gerencial, administrativa e patrimonial do clube, não podendo submeter-se às regras e ao comando de um parceiro empresa, que sempre levará a relação adiante como um mero negócio econômico, sem a observância de tudo o que cerca o futebol especialmente a paixão dos torcedores.





                   Ações Empreendidas

                   O sócio e o torcedor gremista estão perplexos com a situação criada. Contudo, a falta de informação sobre o que realmente está acontecendo tem deteriorado as relações do clube com a nação tricolor. O quadro social passa por uma crise, onde o associado, revoltado com a forma de tratamento em relação a Arena, tem se retirado ou começa a não pagar o boleto da mensalidade. Tal crise é pauta diária da mídia gaúcha e se agrava a cada jogo.

                   O Presidente e a Diretoria não terão condições de renegociar o contrato com a OAS em igualdade, eis que o termo está assinado e a empreiteira pode simplesmente exigir o cumprimento do contrato, como, de resto, já está fazendo e de forma pública e pouco respeitosa ao Grêmio.

                   O Grêmio, considerando o texto frio do malsinado contrato, não possui alternativa, pois há duas cláusulas que colocam o clube contra a parede, ou de joelhos, sem saídas viáveis. São elas:

Cessão dos direitos sobre a renda dos jogos
3.9. Tendo-se em conta que a estrutura financeira acordada pelas Partes é fundada na renda obtida com a utilização da Arena, e que para a própria viabilização do projeto como um todo é necessário que tais receitas sejam concentradas na titular do direito de superfície do imóvel da Arena, o Grêmio, neste ato, expressamente transfere à Superficiária o seu direito à renda da bilheteria dos jogos que realizar na Arena.
3.9.1. Declaram e reconhecem as Partes que a estrutura financeira referida no item 3.9 acima supõe que 100% (cem por cento) da renda dos jogos realizados na Arena pertencem à Superficiária. Assim, a cessão a que se refere o item 3.9 acima alcança, nos campeonatos cujos regulamentos determinem o rateio da renda com o outro clube, o direito do Grêmio sobre as receitas de jogos realizados nos estádios de seus adversários.
3.9.2. A renda de tais jogos constituirá parte da receita da Superficiária em estrita conexão com o cumprimento do presente Contrato e da Escritura de Superfície. Dessa forma, havendo a sucessão da Superficiária na titularidade do direito de superfície, o direito à renda dos jogos necessariamente acompanhará o direito de superfície. No mesmo sentido, na hipótese de extinção do direito de superfície, será extinta juntamente a transferência do direito à renda dos jogos realizados na Arena.
Contrato de Escritura de Compra e Venda
8.2. O Grêmio poderá conceder descontos especiais, conforme políticas internas de sua associação, para seus associados ou torcedores, desde que reembolse a Superficiária o valor equivalente ao desconto ofertado sobre o preço acordado na política de preços em vigor. O Plano Anual deverá conter previsão sobre os limites de concessão de tais descontos e sobre a forma de seu reembolso, que deverá se dar mediante compensação com o valor mensal do Preço Fixo a ser pago no mês imediatamente posterior ao da concessão do desconto, exceto para o último mês de vigência da Superfície, quando o reembolso deve se dar em espécie, no próprio mês em que concedido o desconto.
8.2.5. Adicionalmente e para que não reste qualquer dúvida, além das Cadeiras do Grêmio disponibilizadas ao clube, nenhum torcedor ou associado do Grêmio terá acesso aos jogos ou outros espetáculos realizados na Arena sem que pague o preço do respectivo ingresso, conforme acordado na política de preços em vigor ou, mediante acordo prévio com o Grêmio, tenha o valor do ingresso reembolsado pelo Grêmio à Superficiária, na forma do item 8.2 acima.

                   São cláusulas que não permitem negociação, pois:

                   1. Não adianta renegociar o contrato sem a exclusão destas cláusulas acima. E tal exclusão, por óbvio, deverá ser objeto de acerto amigável com a OAS;
                   2. Não resolve conceder desconto do valor ora cobrado pela OAS em relação ao anel superior e as cadeiras de campo e gold, pois a diferença é imensa entre o débito e a necessidade do Grêmio em fazer receita;
                   3. De nada adianta o fato do contrato de R$ 41 milhões ser anual. Vencido o período, o problema persiste e talvez se agrave. Torcedor ou sócio tem que pagar para entrar. Daí resulta em uma opção por parte do sócio:
                   3.1. paga a mensalidade, mantém-se associado ao Grêmio, mas tem que desembolsar o valor expressivo do ingresso na Arena para assistir aos jogos do time, ou
                   3.2. não paga mais a mensalidade ao Grêmio, deixa de ser sócio do tricolor e paga o valor expressivo do ingresso na Arena ou ainda compra os pacotes anunciados pela Superficiária, concorrendo com o próprio Grêmio na captação de sócios e/ou torcedores cativos (vide o passaporte).
                   Com isso, a tendência é o quadro social ser reduzido a ponto de não mais comportar pagamento dos R$ 41 milhões anuais para ocupação daqueles espaços.
                   3. A gestão somente do 4º anel também não se apresenta como solução, pois limitará o tamanho do quadro social do clube ao número de cadeiras existentes;
                   4. Não adianta reduzir o valor da locação. O problema de receitas do Grêmio envolve o conjunto da gestão da Arena, e não apenas um setor ou um determinado valor de desconto, concedido a título de negociação. Nem mesmo isentando totalmente o valor não se resolve a situação;
                   5. Por fim, ainda foi ventilada uma proposta surrealista e vergonhosa, porquanto danosa aos interesses do Grêmio, fora de qualquer bom senso, que seria aumentar o prazo de vigência da concessão para a Arena Porto Alegrense controlar a gestão do estádio. Isso deve estar definitivamente fora de qualquer cogitação, pois causaria uma revolta sem precedentes na história do clube por parte de sócios e torcedores;

                   6. Assim, não se pode cogitar ainda entregar as ‘chaves’ do Olímpico à OAS, pois este é talvez o único trunfo que o Grêmio possui nas negociações, já que a área é fundamental para execução dos projetos da construtora;

                   7. Também é certo não ser interesse da OAS litigar publicamente ou mesmo judicialmente com o Grêmio, já que a maior parte dos benefícios e do sucesso na comercialização do conjunto do empreendimento, deveu-se ao Grêmio e sua inserção na comunidade gaúcha;




                   8. Portanto, o Grêmio deve fazer a gestão do principal ativo da Arena, que são as cadeiras, onde efetivamente o sócio participa do financeiro e tem em contra partida o ingresso ao estádio, com pagamento mensal antecipado. É esse o caminho para que a parceria seja boa para ambos os lados. Do contrário, o parceiro será sufocado pela insolvência financeira.


                   Sintetizando este arrazoado e concluindo: é preciso mobilizar o sócio, a torcida do Grêmio, a sociedade riograndense, a mídia gaúcha, a inteligência gremista e os grandes empreendedores com identificação com o Tricolor para que se exerça, através de uma rede, legítima e estratégica pressão ‘de fora para dentro’, onde todos os gaúchos e torcedores de fora do Estado possa tomar conhecimento dos fatos que estão ocorrendo e dar suporte político ao Presidente nas grandes e delicadas decisões que deverá adotar.
                   E essa mobilização deve ser feita através de nossos movimentos, amigos, torcedores, blogs, imprensa, redes sociais, enfim, todos que possam ajudar de alguma forma para que essa situação vexatória e de extrema gravidade não impacte de forma cabal e definitiva no nosso clube centenário. Em verdade, Presidente Koff, não estamos falando em dificuldades financeiras, apenas, estamos falando em algo muito maior e mais grave, estamos falando no risco de inviabilidade econômico-financeira, de insolvência e talvez da luta épica pela manutenção das condições de sobrevivência institucional de nosso Grêmio.
                   E só teremos êxito se estivermos fortes, unidos e organizados para enfrentar qualquer desafio que se anteponha entre o Grêmio e um futuro de glórias.
Respeitosamente,
        
VAMOSCOMPRARARENA.COM.BR


Dr. Hélio Dourado


GladimirChiele
Gremista